Novo recurso transforma o aplicativo oficial da Festa do Peão em um guia digital para shows, provas, mapas e serviços do Parque do Peão.
A tecnologia ganhou um espaço cada vez maior dentro dos grandes rodeios brasileiros, e a 71ª Festa do Peão de Barretos chega com uma novidade que vai além dos palcos e das arenas. O evento, que começa nesta quinta-feira (20) e segue até 30 de agosto, passou a utilizar inteligência artificial no aplicativo oficial Roseta para ajudar visitantes a encontrar informações durante a festa. A ferramenta, chamada Jeromão, funciona como um assistente virtual e pode responder dúvidas sobre a programação, atrações e estrutura do Parque do Peão. A novidade chama atenção porque Barretos reúne uma operação gigantesca, com shows, competições, áreas gastronômicas, camping e atividades culturais acontecendo simultaneamente. (Região News)
Como funciona a inteligência artificial do aplicativo de Barretos
O Roseta já havia sido utilizado como guia digital da Festa do Peão, reunindo informações como horários, atrações e mapa do Parque do Peão. Para a edição de 2026, entretanto, o aplicativo ganhou uma camada adicional de interação com o público por meio do Jeromão, assistente baseado em inteligência artificial criado para responder perguntas em tempo real. A proposta é diminuir a dificuldade de encontrar informações em um espaço que funciona praticamente como uma pequena cidade durante os dias de festa. O aplicativo oficial apresenta ainda recursos de localização, agenda e informações sobre diferentes pontos do complexo. (Roseta App)
Na prática, a ferramenta pode ser especialmente útil para quem chega ao evento sem conhecer o Parque do Peão ou precisa descobrir rapidamente onde determinada atração está acontecendo. A edição de 2026 terá uma programação extensa, com rodeios, provas esportivas, apresentações culturais e uma grande quantidade de shows distribuídos por diferentes espaços. A programação oficial inclui, por exemplo, Alok, Nattan e Gusttavo Lima no Estádio em 22 de agosto, enquanto outros artistas se apresentam no Palco Amanhecer e no Camping. (Independentes)
Essa mudança também mostra como os grandes rodeios estão deixando de depender apenas de cartazes, mapas impressos e informações transmitidas pelos próprios frequentadores. Com milhares de pessoas circulando ao mesmo tempo, uma ferramenta digital pode facilitar a consulta sobre horários e localização sem exigir que o visitante interrompa a experiência para procurar uma informação em diferentes canais. A tecnologia, nesse caso, não substitui a tradição do rodeio, mas passa a funcionar como uma espécie de bastidor digital para organizar uma festa que cresceu muito além da arena de montaria.
Por que a tecnologia ganhou importância em um evento de rodeio
A dimensão da Festa do Peão de Barretos ajuda a explicar por que recursos digitais se tornaram relevantes para o público. A edição de 2026 deve reunir cerca de 3,5 mil competidores em nove modalidades, além de mais de 120 shows e centenas de atividades culturais ao longo dos 11 dias. O Parque do Peão possui uma área superior a 2 milhões de metros quadrados e concentra diferentes ambientes, fazendo com que a experiência do visitante envolva muito mais do que assistir a uma prova ou a um show. (Bra 1)
O tamanho do evento também cria desafios logísticos. Quem visita o Barretão pode precisar localizar palcos, áreas de alimentação, estacionamento, camping, espaços comerciais, atrações culturais e as próprias arenas de competição. Por isso, a digitalização de serviços aparece como uma extensão da infraestrutura física do rodeio. Em 2026, por exemplo, o estacionamento oficial também utiliza tecnologia de reconhecimento automático de placas para agilizar a entrada dos veículos previamente cadastrados. (Independentes)
Há ainda uma mudança no comportamento do público. O visitante chega ao rodeio carregando um smartphone e espera encontrar informações de maneira rápida, assim como já acontece em aeroportos, grandes festivais e eventos esportivos. Para uma festa tradicional como Barretos, incorporar inteligência artificial representa uma tentativa de aproximar a experiência rural e sertaneja dos hábitos digitais de uma audiência que inclui diferentes gerações. O resultado pode ser particularmente interessante para quem vai ao evento pela primeira vez e ainda não conhece a dimensão do Parque do Peão.
Outro ponto importante é que a tecnologia não está sendo utilizada apenas para entretenimento. Ela começa a participar da organização da jornada do visitante, desde a chegada até a escolha das atrações. Esse movimento pode influenciar outros rodeios brasileiros, principalmente aqueles que cresceram em público e passaram a oferecer simultaneamente música, gastronomia, competições, exposições e experiências comerciais. A tendência indica que aplicativos, mapas digitais e sistemas automatizados podem se tornar cada vez mais comuns no circuito country.
O que essa novidade revela sobre o futuro dos grandes rodeios
A chegada da inteligência artificial ao Barretos 2026 representa uma transformação interessante na maneira como os grandes eventos de rodeio se relacionam com o público. Durante décadas, a experiência esteve concentrada na arena, na montaria, nos shows e na convivência entre pessoas ligadas à cultura sertaneja. Agora, existe uma camada digital acompanhando praticamente todos esses momentos, oferecendo informações antes, durante e depois da passagem do visitante pelo Parque do Peão. Isso não significa que a tecnologia esteja substituindo a identidade do rodeio, mas que os organizadores passaram a utilizá-la para tornar uma estrutura complexa mais fácil de navegar.
A tendência também pode alterar a forma como o público planeja sua presença nos eventos. Em vez de simplesmente chegar ao parque e descobrir a programação, o visitante pode consultar previamente horários, atrações e localização e, já no local, usar ferramentas digitais para adaptar seus planos. A própria programação de Barretos demonstra o nível de complexidade envolvido, com artistas distribuídos entre Estádio, Amanhecer, Camping e outros espaços, além das provas esportivas e das atividades culturais. (Independentes)
Para os organizadores, a digitalização também abre possibilidades relacionadas à comunicação com o público. Atualizações podem ser disponibilizadas em um mesmo ambiente, reduzindo a dependência de informações espalhadas por redes sociais, sites e materiais físicos. Ao mesmo tempo, o uso de inteligência artificial exige cuidado com a qualidade das respostas, principalmente quando uma informação incorreta sobre horário, local ou acesso pode prejudicar a experiência do visitante. Por isso, a ferramenta deve ser vista como apoio à organização e não como substituta das informações oficiais.
O mais significativo, portanto, é que o rodeio brasileiro começa a incorporar soluções que já fazem parte de grandes eventos urbanos e tecnológicos. Barretos mantém a montaria, a música sertaneja, a cultura caipira e a tradição como elementos centrais, mas utiliza recursos digitais para administrar uma experiência cada vez maior. A presença do Jeromão no Roseta mostra que o futuro dos grandes rodeios pode combinar arena e inteligência artificial sem necessariamente abandonar suas raízes.
A novidade de Barretos também ajuda a responder uma dúvida que tende a crescer entre os fãs: como acompanhar tudo o que acontece em uma festa tão grande? A resposta passa cada vez mais pelo celular, mas continua dependendo da estrutura física e da programação oficial do evento. Em 2026, a tecnologia entra em cena justamente para facilitar esse encontro entre público e cultura sertaneja. O resultado será acompanhado de perto durante os 11 dias de festa, quando milhares de visitantes poderão experimentar, na prática, como a inteligência artificial pode ajudar a navegar pelo maior rodeio da América Latina. (festadebarretos.com.br)

