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Brasil amplia acesso ao mercado chinês para miúdos e coprodutos suínos

Trabalhadores processam cortes de carne suína em uma unidade industrial de alimentos.

Brasil e China ampliaram as possibilidades de comércio para a cadeia suinícola brasileira. Os dois países assinaram, em 26 de setembro de 2026, a revisão do protocolo sanitário que trata da exportação de miúdos e coprodutos suínos ao mercado chinês. A divulgação do acordo foi feita em 28 de setembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A atualização amplia a lista de produtos brasileiros autorizados a ingressar na China. Entre os itens incluídos estão pele, ossos, estômagos, fígado, coração, rins, diafragma, cartilagem, gordura e outros miúdos suínos. O documento também estabelece as exigências sanitárias e de certificação que deverão ser atendidas pelos estabelecimentos interessados em vender esses produtos ao país asiático.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a revisão pode contribuir para diversificar a pauta de exportações da suinocultura brasileira. A medida cria condições para que produtos com menor valor comercial em alguns destinos sejam direcionados a um mercado que apresenta forte demanda por produtos suínos.

Protocolo define requisitos para os exportadores

A assinatura do protocolo não significa que todos os estabelecimentos brasileiros estejam automaticamente autorizados a exportar os itens incluídos na revisão. As empresas interessadas precisarão cumprir os requisitos sanitários definidos entre os governos e passar pelos procedimentos de habilitação aplicáveis ao comércio internacional.

Na prática, o acordo oferece uma referência comum para a inspeção, a certificação e o controle dos produtos destinados à China. O cumprimento dessas regras é necessário para garantir que os miúdos e coprodutos sejam processados e enviados de acordo com os padrões exigidos pelo mercado comprador.

A área de exportação do Ministério da Agricultura e Pecuária reúne informações institucionais sobre os procedimentos e as exigências relacionados ao comércio exterior de produtos agropecuários. Para frigoríficos, cooperativas e demais empresas da cadeia, o acesso a essas orientações é importante na preparação dos processos de habilitação e certificação.

Maior aproveitamento da produção suína

A ampliação do protocolo também se relaciona ao aproveitamento de diferentes partes do animal. Além dos cortes destinados ao consumo convencional, a suinocultura gera miúdos, gorduras e outros coprodutos que podem encontrar mercados específicos. A abertura de novos canais comerciais tende a ampliar as possibilidades de utilização e valorização desses itens.

De acordo com o Mapa, a China está entre os maiores mercados consumidores e importadores de produtos suínos do mundo. Nesse contexto, a revisão do acordo sanitário pode aumentar a variedade de produtos brasileiros com acesso ao país, sem limitar as exportações apenas aos itens tradicionalmente comercializados.

O efeito econômico da medida dependerá, contudo, da adesão dos estabelecimentos brasileiros e da capacidade de atendimento às regras estabelecidas. Também será necessário que as empresas avaliem as condições comerciais, a logística e a demanda pelos diferentes produtos antes de iniciar ou ampliar operações voltadas ao mercado chinês.

Impactos para a cadeia de suínos

Para frigoríficos e unidades de processamento, o novo protocolo pode estimular investimentos em estrutura, controle sanitário e processamento de coprodutos. Cooperativas e produtores também podem ser beneficiados de forma indireta caso a ampliação do mercado aumente a procura por animais e fortaleça a integração entre os diferentes elos da cadeia.

Apesar do potencial, ainda não é possível afirmar que a revisão resultará imediatamente em novos volumes de exportação. O acordo estabelece as condições sanitárias para o acesso, mas a efetivação das vendas dependerá da habilitação dos estabelecimentos, da emissão dos certificados necessários e das negociações comerciais entre exportadores e compradores.

A medida reforça a importância da defesa sanitária e da certificação para a presença da produção brasileira no comércio internacional. Com a lista ampliada de miúdos e coprodutos autorizados, o Brasil passa a contar com uma oportunidade adicional de diversificação para a suinocultura e de aproximação com um dos principais mercados globais do setor.

Redação Revista Rodeios

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