A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia associada apenas ao setor de informática e passou a influenciar diferentes segmentos da economia. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, na engenharia, esse movimento representa uma transformação profunda na maneira como projetos são concebidos, executados e monitorados. A combinação entre análise de dados, automação e aprendizado de máquina amplia a capacidade de planejamento e cria novas possibilidades para aumentar a eficiência em todas as etapas dos empreendimentos
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Como a inteligência artificial está mudando a rotina da engenharia?
Como destaca Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a aplicação da inteligência artificial já pode ser observada em atividades que antes dependiam exclusivamente da experiência humana. Softwares inteligentes conseguem analisar milhares de informações em poucos segundos, identificar padrões e oferecer previsões que auxiliam na tomada de decisões mais seguras. Essa capacidade reduz falhas, melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis e torna o planejamento muito mais preciso.
Nos projetos de engenharia, a análise automatizada de dados permite antecipar riscos relacionados a cronogramas, custos e desempenho das estruturas. Em vez de reagir aos problemas quando eles já ocorreram, equipes técnicas conseguem agir preventivamente, corrigindo desvios antes que eles comprometam o andamento das obras. Essa mudança fortalece uma cultura baseada em planejamento estratégico e gestão de riscos.
Outro avanço importante, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, está na integração entre plataformas digitais. Sistemas de gestão, modelos tridimensionais, sensores e bancos de dados passam a compartilhar informações em tempo real, permitindo uma visão mais completa das operações. Como consequência, diferentes áreas trabalham de forma mais coordenada, reduzindo retrabalhos e aumentando a produtividade.
Quais competências passam a ser mais valorizadas?
Conforme informa Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o domínio técnico continua sendo um dos pilares da engenharia, mas já não é suficiente para atender às novas demandas do mercado. Profissionais precisam desenvolver habilidades relacionadas à interpretação de dados, à utilização de ferramentas digitais e à gestão de processos cada vez mais automatizados. A tecnologia deixa de ser um recurso complementar para se tornar parte integrante da rotina de trabalho.

A capacidade de adaptação também ganha protagonismo. Novas soluções surgem em ritmo acelerado, exigindo atualização constante e disposição para incorporar metodologias diferentes. Empresas que investem na capacitação das equipes conseguem implementar tecnologias com maior eficiência e reduzem as dificuldades normalmente associadas aos processos de transformação digital.
O que esperar dos próximos anos?
A tendência é que a inteligência artificial esteja presente em um número cada vez maior de atividades da engenharia. Modelos preditivos deverão contribuir para o planejamento de obras mais eficientes, enquanto sistemas inteligentes serão capazes de acompanhar indicadores de desempenho durante toda a execução dos empreendimentos. Esse cenário favorece decisões mais rápidas e baseadas em evidências. Além disso, a análise contínua de grandes volumes de dados permitirá antecipar riscos, otimizar a alocação de recursos e aumentar a previsibilidade dos resultados ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos.
Outra mudança significativa envolve o aumento da automação em atividades operacionais. Processos de inspeção, controle de qualidade e monitoramento estrutural tendem a incorporar tecnologias capazes de identificar inconsistências com maior precisão. Essa evolução contribui para elevar os padrões de segurança e reduzir desperdícios ao longo das operações. Com isso, as equipes poderão direcionar seus esforços para atividades estratégicas, enquanto tarefas repetitivas serão executadas com maior rapidez, precisão e confiabilidade.
Por fim, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim comenta que a integração entre inteligência artificial, internet das coisas e análise avançada de dados também deve impulsionar novos modelos de gestão. Organizações que conseguirem utilizar essas ferramentas de maneira estratégica estarão mais preparadas para enfrentar desafios relacionados à competitividade, sustentabilidade e eficiência operacional, consolidando uma engenharia cada vez mais conectada às demandas do futuro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

