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Ociosidade de equipamento: Veja como medir o tempo parado e reduzir perdas na operação

Lirius Suplementos

A ociosidade de equipamento é um dos custos mais difíceis de enxergar dentro de uma operação industrial ou logística. Boa parte das empresas só percebe o problema quando o resultado financeiro já foi comprometido, porque o tempo parado raramente aparece como uma linha isolada nos relatórios de produção.

Tendo isso em vista, de acordo com o gestor e consultor técnico, Márcio Velho da Silva, medir o tempo parado exige ir além da percepção da equipe de chão de fábrica e adotar critérios objetivos de acompanhamento. Interessado em saber como? Continue a leitura e descubra como identificar os indicadores certos, entender o peso financeiro da ociosidade e aplicar ajustes que reduzam esse desperdício na rotina da operação.

O que caracteriza a ociosidade de equipamento na prática?

Uma injetora que aguarda troca de molde, um caminhão parado no pátio à espera de carga ou uma linha de envase interrompida por falta de insumo são situações comuns de ociosidade de equipamento. O problema não é a máquina em si, mas o intervalo em que ela poderia produzir e não produz, gerando custo fixo sem retorno, remete Márcio Velho da Silva.

Esse tipo de perda costuma ser tratado como normal justamente porque não interrompe a operação de forma visível. A máquina segue ligada e o turno segue seu curso, mas a capacidade instalada não é aproveitada, o que distorce indicadores calculados apenas pelo tempo de operação.

Como medir o tempo parado de forma confiável?

A medição começa pela separação entre paradas planejadas, como manutenção preventiva, e paradas não planejadas, como falhas, falta de insumo ou espera por operador. Como gestor e consultor técnico, Márcio Velho da Silva expressa que, sem essa distinção, qualquer indicador de ociosidade fica distorcido, pois mistura decisões estratégicas com falhas de processo que precisam ser corrigidas com urgência. Isto posto, para transformar essa medição em rotina, alguns registros mínimos ajudam a construir um panorama confiável do tempo parado em cada equipamento da operação:

  • Horário de início e fim de cada parada, anotado pelo operador ou captado por sensor;
  • Motivo da parada, classificado em categorias como manutenção, insumo, ajuste e espera;
  • Equipamento e turno envolvidos, para revelar padrões por máquina ou horário;
  • Tempo total parado no período, comparado à capacidade teórica de produção instalada.
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Consolidados semanalmente, esses registros permitem calcular a taxa de ociosidade de cada equipamento e comparar unidades, linhas ou turnos entre si, mostrando com precisão onde o tempo parado se concentra e merece atenção prioritária.

Qual é o impacto financeiro da ociosidade na eficiência geral?

O impacto financeiro aparece de duas formas: no custo fixo mantido durante a parada, como depreciação, energia e mão de obra alocada, e na receita não gerada pela produção que deixou de acontecer. Aliás, quanto maior o investimento no equipamento, mais cada hora ociosa pesa proporcionalmente no resultado da operação, conforme pontua Márcio Velho da Silva.

Assim sendo, empresas capazes de cruzar o tempo parado com o custo-hora do equipamento e da equipe conseguem enxergar, com clareza, quanto a ociosidade subtrai da margem operacional, especialmente em processos com forte peso de custo fixo e baixa flexibilidade de escala.

Como reduzir a ociosidade de equipamento na rotina da operação?

De acordo com o consultor técnico, Márcio Velho da Silva, reduzir a ociosidade começa por atacar as causas recorrentes de parada, não apenas registrar o tempo perdido. Falta de insumo, setup demorado e manutenção corretiva concentrada costumam responder pela maior parte das interrupções em operações com baixa maturidade de gestão.

Todavia, ajustar o planejamento de manutenção para o modelo preventivo, sincronizar a logística de insumos com o ritmo real de produção e revisar escalas conforme a demanda são medidas que atacam a causa, não o sintoma. Com isso, o resultado aparece na redução gradual da taxa de ociosidade e no aumento da eficiência geral sem novos investimentos em capacidade.

A ociosidade de equipamento é decisão de gestão, e não uma fatalidade da operação

Em última análise, tratar o tempo parado como parte inevitável da rotina é abrir mão de uma das formas mais diretas de ganhar eficiência sem comprar uma máquina nova. Desse modo, operações que monitoram a ociosidade com disciplina transformam um custo invisível em uma alavanca concreta de resultado, turno após turno.

 

Diego Rodríguez Velázquez

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